Ressinto todo o meu recente passado. Este ano não está a ser melhor que o anterior, nem será.
Nunca.
O próximo ano, idem, idem. O seguinte, também não. Eu declaro a minha eterna nostalgia por 2009. O melhor ano que alguma vez terei, certamente. Não reconheço nenhuma melhoria no futuro, em qualquer perspectiva. Fui alegre o suficiente para me contentar com o pouco que tinha, que me irá ser sempre tudo, tudo o que talvez nunca volte a ter.
Após um ano, observo (a partir das minhas prévias mensagens) que se tratou de um ano rico em experiências sociais, especialmente sentimentais.
Sobretudo sentimentais.
Cada vez mais me devora, este ressentimento que ousa em não se evacuar do meu íntimo, o qual eu escondo através de fúteis mensagens publicadas em redes sociais que satisfatoriamente acreditam que me encontro felicíssimo, e alegre!
Mas não, não é essa a realidade. NÃO SOU UM PERFIL. Sei que o tenho de fazer, sei que tenho de dar uma boa imagem, uma imagem segura e confiante de alguém que sabe como, quando e o que quer, ninguém gosta de pobres coitados.
Quero ser explícito, mas o anonimato impede-me de soltar esta dor que possuo.. Quero exclamar que estou farto, que necessito de um novo começo.
Mas a aflição do novo começo é demasiado pesada para levar sobre a angústia nostálgica do passado. Procurem-me, estarei sempre a aguardar uma boa conversa.
Este capítulo por aqui se encerra, adiante venha o mais paginado.
