terça-feira, 23 de setembro de 2008
Pensar é grátis
Desejo
As pessoas vêm na TV, na rua, em revistas, jornais, etc. publicidades sobre tudo e sobre nada e ficam com desejos. Quero comprar isto, quero comprar aquilo. Mas quando finalmente têm aquilo que tanto desejaram, tem que aparecer algo para substituir o "vazio". Tem que haver sempre algo para que a pessoa siga em frente. Um desejo. Na realidade ninguém quer o que tanto desejaram durante tempos e tempos. Querem apenas o desejo.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
I ain't had enough
Mais uma vez volto a bater na mesma puta de tecla. As pessoas são merda, e eu sou o idiota que se deixa impressionar por isso. Eu sou o paspalho, deficiente, trissómico vinte e um que se deixa surpreender com coisas que já deveria ter aprendido. Confiança? Desde quando é que isso existe? Lealdade? Sim, mais uma utopia.
Talvez exista. Talvez seja eu que escolho mal com quem me dar. Agora apunhalarem-me por trás é que não. Quando é que um amigo faz isso? Quando caralho?
O pior de tudo, é que todos os dias da minha putice de vida me tento mentalizar que todos são merda, e todos merda sempre serão. Quero fazê-lo, quero ignorar a sociedade que me diz o que é ético e moral, quero desprezar todos e odiar todos. Mas não consigo, pois os meus genes impedem-me. Sou simpático por natureza, e isso faz com que perdoe os que não têm perdão, e que desculpe os que não têm salvação. Um dia gostaria de descobrir quão fodido consigo ficar antes de enfiar a cana do nariz até ao encefalo de alguém. Mas nunca o irei descobrir, seria algo contra as minhas leis. Talvez seja esse o problema, a puta da distinção entre o bem e o mal. Que se foda esta merda toda, prefiro morrer a dar-me com gente arrogante.
Só me resta esperançar uma coisa: que saia daqui e nunca mais tenha de me deparar com os idiotas.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Um animal
Acordei cedo, esta manhã. Enquanto repousava na cama, a saborear os últimos minutos de paz que teria neste dia vindouro, olho pela janela e vejo um Sol reluzente no horizonte. Sorrio maldosamente. Levanto-me num salto, e sinto-me nauseado. Todo o alcool que bebi na noite anterior estava agora a ser queimado no meu organismo. Mas sorrio sempre.
Entro dentro da casa de banho, e encosto-me ao lavatório. Vejo-me reflectido no espelho, e vejo a casca de carne que continuo a usar desde que nasci. Moreno. Constituição normal, mas a tornar-se forte. Olhos castanhos comuns, mas mordazes. E é aí, nesse momento, em que começa o dia. Em que desperta a onda de sentimento, em que desperta o mais profundo da minha alma.
É nesse momento em que ele toma controlo, que me sinto livre. O verdadeiro eu.
Já estou vestido. Casaco de cabedal aos ombros, oculos na cara. Saio de casa, e meto-me num autocarro. As pessoas olham para mim como se fosse d'outro mundo. E eu ? Sorrio. Aqueles olhares petulantes, vindos de pessoas que estão tão abaixo de mim na cadeia alimentar ... são lixo.
Saio do veículo, e entro na minha escola. E o sorriso apodera-se da minha cara novamente. As pessoas que vejo, tristes e decadentes dentro das suas próprias prisões. Eu já superei isso à demasiado tempo. Aprendi a viver com ele. E neste momento, sinto-me feliz por isso.
Voltam a olhar-me ... mas quem devolve o olhar, é o animal. Aquela percepção de sentimento, aquele ódio miudinho que me percorre o sangue. E eu controlo-me. Simplesmente guardo o que tenho a fazer a sete chaves. Apenas temo, o dia em que quiser soltar tudo o que me atormenta.
Depois de muito me rir da decadência e podridão de outros, volto para casa. Ando uma boa meia hora, nunca paro. Queimar esta adrenalina toda é uma benção. Chego ao ponto de partida novamente, e faço exercicio para me cansar. Mas na realidade, tudo o que faço, é para o cansar a ele. Ele é que me ajuda. Ele merece o seu descanso.
Deito-me, exausto. O meu condenado corpo pode respirar calmamente novamente. E o animal descansa, esperando um novo dia ...
domingo, 14 de setembro de 2008
The Red Pill
Música, a verdadeira alegria do homem. "Quem canta seus males espanta", lá diz o provérbio brasileiro, que é bem verdadeiro. Quantas vezes não se sentiu um ser-humano nos confins da sua felicidade e caiu na magia que é a música? Seja qual for o seu género preferido, um indivíduo tem uma para cada ocasião e humor. Existem músicas para se chorar, para se rir, para se dançar, para encantar e para desencantar. Ninguém passa sem a Música, se passa, então é porque não sabe como se sentir melhor quando precisa de algo para se completar. É isso que a música nos faz: realiza-nos, expressa-nos. A música fala a linguagem que o ser-humano melhor interpreta. A música é um ritual, um convívio, uma diversão e uma arte. É uma doença e uma cura, uma droga e um vício. No fim, a música é tudo. A música tem o poder de unir, destruir e reunir. Basta saber usá-la correctamente, assim como todas as invenções do Homem.
Talvez falte a muito boa gente um pézinho de dança ou uma hora com um iPod na mão.
Façam isso. Viciem-se na Música, um elemento bem mais real que um deus ou uma divindade superior.
Turbilhão
Preciso de um sinal. A sério. Preciso de um condenado sinal. Há tanto na vida de um homem, e até a um certo ponto, ele precisa de um sinal. De uma puta de luz no final do corredor, de conhecer o calor da finalidade. Eu, neste preciso momento, nesta altura da minha vida, preciso de saber. Não estou a pedir que me mostrem o final. Não estou a pedir que me contem o futuro. Quero apenas saber que estou cá, e que vou continuar cá por alguma puta de razão. Porque, digam-me, que é o homem sem um sentido de utilidade ? Que é um homem, sem o sentimento de finalidade ?
Eu estou praticamente à beira das lágrimas. Começo a pensar, e não sei o que escrever. O turbilhão na minha mente, na minha alma, na minha merda de ser, atormenta-me a carne e sangue. Um homem pensa, e quer finalidade. E quando se olha ao espelho, e vê que não passa de uma máquina sentimental, cujo mero propósito é o ódio, o amor, não se sente completo. Eu não me sinto completo. Não consigo. Não me consigo olhar ao espelho, e dizer " Estás cá por uma razão. Estás cá com um sentido. "
No final do dia, depois de me enternecer, depois de estar com amigos, depois de amar ou ser amado, vejo que o meu propósito continua a ser o mesmo. Nulo.
E nesse mesmo momento, o meu sangue ferve, e o ódio toma conta da fraca carne. No final do dia, sou o animal que sempre fui, e quando acordo novamente ...
... uso a mesma carapaça falsa que sempre usei. Mas o rancor mental continua cá ... e o meu ódio continua a florescer.
Finalidade ... dái-me uma.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Um pouco de mim
Não tenho estado, nem ídolos.
Não tenho exercito, nem pátria.
Não tenho cor, nem raça.
Não tenho deus, nem amo.
Não tenho nação, mas tenho coração.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Pensar
Vejo e revejo pequenos pensamentos que parecem curtas-metragens na minha cabeça. Vejo-me em pequeno, sem preocupações. Sem me importar com nada. Sem pensar. Era ignorante em certos assuntos.
E eu hoje penso: e se a minha mente voltasse uns anos atrás e fosse de novo ignorante, sem me preocupar com nada, sem pensar ? Seria melhor, seria pior ? Não faço puta de ideia. Por um lado acho que não ter problemas seria bom. Mas por outro lado acho que gosto muito de pensar. Embora o facto de gostar tanto de pensar me deixe mal umas vezes.
Já estou a divagar no meu pensamento outra vez. A merda é o divagar. Parece que já não me consigo concentrar ou o caralho.
Adiante, reparei numas coisas interessantes no meu metabolismo idiota. Quando fumo e quando bebo em demasia o meu pensamento cria um mundo só meu, à volta da minha figura. Ninguém o consegue ver. É meu, só meu. É o único mundo em que me sinto realmente bem. Ou mal, dependendo do estado de espírito ou do avanço do álcool no sangue.
Já estou a ver que vou recomeçar a divagar.
Vou fumar um cigarrinho à varanda e pensar na vida.
Pensar na morte.
Pensar em tudo.
Pensar em nada.
Pensar no nada.
Pensar por gostar.
Apenas pensar por pensar.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Desvanecimento.
Mas eu era feliz assim. Nunca me tive muito com que me preocupar.
Tenho de dormir... mergulhar nos sonhos novamente e morrer com esta nostalgia que há muito se perdeu.
