quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Mais um dia, mais um ano.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Diário de um homem morto
Heh. Estou a falar sozinho. Parece que atingi o limite da minha loucura, e personifiquei a minha mente. Lindo. Já comecei a narrar e tudo. Bem, toda a esperança está perdida, por isso, vou-te dar o prazer - sim, a ti, mera sombra da minha imaginação, vou-te dar o prazer - de conheceres todos os factos que me trouxeram até este maldito calabouço. Primeiramente, apresento-me a mim. Sei que já me conheces, não sejas tu a encarnação da minha loucura, mas não importa. Chamo-me Verissimo, ou pelo menos, é de como me lembro ser chamado. Também me lembro de me chamarem crápula, traidor, nojento, filho da puta e muitas outras coisas. Mas isso já tu sabias, não é?
Bem, agora que as apresentações estão feitas, estás a ver o que eu vejo ? Provavelmente. Uma sala de pedra escura, infestada de lixo, impestada com um cheiro a vómito e sangue. O único som que ouço, é uma maldita ave lá fora, mesmo ao lado da única janela que aqui há. Aquela janela fechada, por onde entra nada mais que uma fresta de luz. Aquela puta de ave, que canta como que gozando a dicotomia entre nós os dois. Sinto-me furioso, em ebulição.
Tento fugir. Mas como seria óbvio, não estou aqui a falar para mim próprio sem razão. Ouço automaticamente o ruído metalico das correntes que me prendem pelos pés, braços e pescoço, à maldita parede. Sento-me, e encosto-me à parede. Bato levemente com a cabeça na parede, e passando com os dedos, ao de leve, pela nuca, reparo que estou a sangrar.
Foda-se.
Foi da pancada que recebi, quando me meteram inconsciente.
Filhos da puta.
Estou cansado. Tão cansado. Não percebo nada desta merda. E tu, queres saber mais ? Queres respostas ?
...
Fode-te.
Espera como eu. Agora vou dormir. Amanhã pode ser que haja sorte.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Largar tudo e fugir.
Quando só te apetece morrer,
Fechar os olhos e esquecer.
Quando já não sabes o que pensar,
Ninguém te pode ajudar.
Quando bates no fundo e não sabes que fazer,
Vais ao café e começas a beber.
Quando vês mais um copo vazio,
A lucidez está por um fio.
Quando fumas mais um charro para acabar com a dor,
Apenas te sentes pior, invencível e sem pudor.
Quando cais e vês o sangue a pingar,
Pensas que tudo vai acabar.
Quando acordas e reparas que não acabou,
Sentes que o mundo desmoronou.
Quando não te queres levantar,
São horas de ir trabalhar.
Quando pensas que nada pode piorar,
Toda a gente te dá na cabeça, que podes melhorar.
Quando chegas a casa e só te apetece deitar,
Adormecer e nunca acordar.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Merry-Fuckin'-Christmas
Mas e trabalho? Estamos em Portugal, a terra onde ter um emprego é um sonho e um pesadelo. Sonho, pois arranjá-lo é bastante improvável. Pesadelo, pois quem o arranja queixa-se de que não ganha o que merece. Resultado: Falta de dinheiro, falta de trabalho, falta de saúde psicológica, falta de esperança, infelicidade. É nisto que dará o Natal daqui a uns anos, se é que não se está a suceder neste momento.
Depois ainda vêm com merdas como "Paz e amor, época de dar e receber", quando têm conhecimento do confronto que está precisamente a suceder-se neste momento na Grécia, e dos n sem-abrigos que estão por aí sem um pedaço de pão. O Natal é uma época egoísta, apenas ainda ninguém reparou nisso.
"Feliz Natal" o caralho, isto de feliz não tem nada, e de natalício só mesmo a crise.
