Esta época mete nojo. Parece que ninguém reparou que se trata de um tapa-olhos para todos os problemas sociais e económicos deste país. Andam todos felizes, a comprar meias para os familiares nos chineses, como se nada importasse. Então e depois? Depois da passagem de ano, quando todos voltam ao trabalho? Aí começam a ver que talvez não deviam ter dado aquele carro telecomandado ao João, ou aquela boneca que fala à Isabel. Sentem a carteira mais leve, e a falta do dinheiro para problemas realmente graves. Mas o português não se importa, nem nunca se importou. Há-de arranjar algum trabalho extra para recuperar todo o dinheiro que desapareceu entre os brindes e regalos.
Mas e trabalho? Estamos em Portugal, a terra onde ter um emprego é um sonho e um pesadelo. Sonho, pois arranjá-lo é bastante improvável. Pesadelo, pois quem o arranja queixa-se de que não ganha o que merece. Resultado: Falta de dinheiro, falta de trabalho, falta de saúde psicológica, falta de esperança, infelicidade. É nisto que dará o Natal daqui a uns anos, se é que não se está a suceder neste momento.
Depois ainda vêm com merdas como "Paz e amor, época de dar e receber", quando têm conhecimento do confronto que está precisamente a suceder-se neste momento na Grécia, e dos n sem-abrigos que estão por aí sem um pedaço de pão. O Natal é uma época egoísta, apenas ainda ninguém reparou nisso.
"Feliz Natal" o caralho, isto de feliz não tem nada, e de natalício só mesmo a crise.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
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