segunda-feira, 21 de abril de 2008

Esta é para ti.

Olá Deus. Pensei em ti quando escrevia esta mensagem ...

Ah, espera ! O teu nome está errado ? A quem devo remeter estas palavras ? Deus, Zeus, Buda, algum deles te serve ? Não interessa ... aliás, tu não me interessas. Sou gajo de gostar de ficção, mas fodasse, gosto de ficção moderna. Pergaminhos e livros santos ? Faço mortalhas dessa merda, e sabem-me ainda melhor que as normais.

Nada melhor que fumar um salmo ao fim de semana, não achas ? Seguido do corpo e sangue de Cristo ... pequeno almoço de campeões.

Ok, vou deixar de tentar ter piada. Aliás, este texto tem tudo, menos piada.

Acordei no outro dia, olhei-me ao espelho e pensei " Fodasse António, que sentido é que fazes ? " Achei hilariante. Eu, a perguntar-me a mim próprio uma questão que ninguém consegue responder. Do nada, sem sequer pensar, respondo " Nenhum. ". Fiquei atónito. Quis responder, respondi. Força de vontade, realidade, não interessa. Respondi a mim mesmo, e toda a gente sabe, a nossa consciência dita os nossos actos. A partir daí, comecei a reger-me por esse facto.

Não há sentido na minha pessoa. Ao inicio, como tenho um pequeno restinho de fé em mim, pensei " Só posso estar errado. ". Pois é, havia aquele restinho de fé. Havia.

Vocês sabem, aquele restinho pequeno. Aquele resto que fala quando queremos algo com imensa vontade, aquele resto que deseja. Aquele pequeno pedaço de desejo que nos faz acreditar que tudo pode vir a ser melhor.

Morreu. O meu ? Morreu.

Morreu no dia em que vejo um pobre velho a andar as ruas desamparado, sem ninguém para o ajudar, morreu no dia em que vejo uma pobre mulher numa cadeira de rodas a atravessar a rua pela passadeira, e os carros aceleram numa pressa, morreu quando vi um miudo ser atacado por um bando, morreu quando vi inocentes a ser atacados pelas tropas, morreu.

Morreu quando vi um amigo a aproveitar-se da dor de outro, quando vi um amigo trair outro, quando vi um amigo chatear-se com outro por futebol, mulheres ou dinheiro.

Morreu quando menti, morreu quando chorei, morreu quando professei o meu amor pela pessoa errada. E morre agora, enquanto expresso o meu ódio, eterno e incondicional, pela crença de que tudo pode melhorar.

De que o Mundo pode melhorar, de que o poder da crença nos vai ajudar, de que existe gente boa por aí.

Mentiras. Vejo fatos de seda pura e bordados a ouro, capelas e campanários, igrejas e catedrais, e povo a morrer à fome, povo a sofrer. Vejo a chama da ganância no simbolo da cruz, e rio-me, como sempre fiz. Posso não fazer diferença hoje, mas alguém o fará.

Hoje, estou aqui, sentado. Não me farto de dizer que sou odioso, e que o que me corre nas veias, é a maldade pura do meu coração. Mas isso, é apenas uma caracteristica minima, porque eu ...

Eu tenho os olhos abertos. À anos, por acaso. Desde que senti algo novo na minha vida, um ódio louco.

Por isso, trago-vos uma ideia. Dizem que quando somos pequenos, somos feitos de inocência pura, quando vemos o Sol e ele é brilhante, quando vemos Azul e é bonito. Uma bolha de felicidade enorme.

Vamos rebentá-la o mais cedo possivel, e abrir os olhos o mais cedo possivel à nova geração. 
Pode ser que eles, consigam continuar e acabar as nossas ideias ...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Nostalgia.

A Honra é defender uma causa que sabemos que vamos perder.
A Honra é honestidade para com os outros.
A Honra é dignidade para connosco mesmos.
A Honra é senso comum.
A Honra é justiça justa.
A Honra é sinceridade.
A Honra é não mentir.
A Honra é humildade.
A Honra é coragem.

Só que a Honra morreu, porque a Honra não é orgulho.

Ousar Tentar

Olho sempre para a frente, tento andar mais depressa
O meu objectivo é fugir, nada mais me interessa
Ando, corro, nunca páro de acelerar
Digo para mim mesmo, que nada me à de parar.

O objectivo é fútil, nulo, despropositado
Para onde vou, não preciso de ter uma razão ao meu lado
Para me apetecer correr, meter os pés à estrada
Pronto para desaparecer, uma ultima caminhada.

Seja meia-noite, seja meio-dia
Desaparecer era a única coisa que eu queria
Mas todos os dias sou lixado pelo minha sorte
Que me suspira ao ouvido, " Fugir ? Antes a morte ! ".

O Sol vai alto, é hora de correr
Estou-me bem fodendo para o amanhecer
Visto o casaco, fecho a porta com toda a minha força
Hoje, não há força alguma que me páre, que me torça.

Ouço vozes, confusão, um imenso alarido
Estão atrás de mim, tenho de me sentir fodido
As oportunidades são muitas, mas é dificil a vitória
Já tentei fugir antes, e tenho toda essa memória.

Mas hoje não quero saber, a situação é diferente
Venham eles ! Levo tudo à minha frente !
O Sol queima-me, a pele rasga-se no chão
Deixo para trás alma, lágrimas e coração.

A merda ficou para trás, hoje consegui
De todos os males e demónios, hoje fugi
Queriam segurar-me, dizer-me como pensar
Pensavam-me um boneco, algo para manipular.

Uma alma viva, um renegado
Alguém a quem todos, olham de lado.
Já não quero saber, consegui-me aguentar
A única coisa que precisei ...
Foi Ousar Tentar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mundo passado mundo presente.

Mas o que aconteceu afinal em todos os países, com todos os homens, todos os dias ?
Quem, só de ouvir contar, sem o ter visto, acreditaria que um único homem tenha logrado esmagar cem mil cidades, privando-as da liberdade ?
Se tais casos acontecessem apenas em países remotos e outros no-los contassem, quem não diria que era tudo invenção ?
Ora o mais espantoso é sabermos que nem sequer é preciso combater esse tirano, não é preciso defendermo-nos dele.
Ele será destruído no dia em que o país se recuse a servi-lo.
Não é necessário tirar-lhe nada, basta que ninguém lhe dê coisa alguma.
Não é preciso que o país faça coisa alguma em favor de si próprio, basta que não faça nada contra si próprio.
São, pois, os povos que se deixam oprimir, que tudo fazem para serem esmagados, pois deixariam de o ser no dia em que deixassem de servir.
É o povo que se escraviza, que se decapita, que, podendo escolher entre ser livre e ser escravo, se decide pela falta de liberdade e prefere o jugo, é ele que aceita o seu mal, que o procura por todos os meios.

Que mais é preciso para possuir a liberdade do que simplesmente desejá-la ?

Fúria

Hoje acordo e deparo-me com uma revolta inabalável contra tudo o que conheço e desconheço. Simultâneamente, senti uma decepção decadente com a vida, reparei que todas as acções que cometemos coincidem num único destino: morte.

Mas então, o que fazer? Deixar-mo-nos ser pisados pelos ratos? Esperar que os outros nos ultrapassem e dormir debaixo da ponte? Lutar? A vida poderá ser o que se faz da vida, mas nada importa, pois todos estamos destinados ao mesmo fim. Podemos libertar o maior esforço que nunca seremos nada.

Num mundo de posers e maricas amestrados onde não existem revoluções para controlar o mal maior, nada importa. Enquanto se é cordeiro, não se pode combater os lobos, pois eles tiram-nos tudo. Comem-nos. Como dizia o Padre António Vieira, "Ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra".

Então de quem se tratam os lobos? Tratam-se de todos os indivíduos inteligentes que com muita corrupção e injustiça, chegaram ao topo, salvaram a sua pele e esqueceram tudo e todos, sendo a sua pessoa o único objecto digno de adoração e oferendas.

Hum.. injustiça. Que palavra tão peculiar. Deveria ser a primeira matéria ensinada enquanto os cordeiros são pequenos, "A vida é injusta". Pessoalmente, adoro a maneira de como o pequeno cordeiro está tão despreocupado com a vida, e nem sabe o que lhe espera. Não digo que não seja pessimista, mas aconselho todos a meditar profundamente acerca do ultimo momento feliz que tiveram, quão bom foi e há quanto tempo se passou.. Ou será que a felicidade não existe, sendo simplesmente um estado neutro de paz? A maioria dos indivíduos não repararam em como eram felizes enquanto isentos de preocupações.

E isento de preocupações eu não estou, pois tenho de me preocupar com o meu futuro que certamente será o mesmo de todos.

A ouvir: Mungo Jerry - Too Fast To live, Too Young To Die

Lutar por tudo e por nada.

Hoje não estou filosófico. Não vou escrever sobre teor de vida, sobre decisões,
sobre fé ou sobre politica.

Volto a iniciar um texto de forma comum e compreensível. Sentado, repousado e relaxado numa cadeira do mais comum possivel, a beber mais uma garrafa de àgua, gelada, que me volta a lesar a garganta mais uma vez. Tenho uma música épica a encher-me os tímpanos, com uma guitarra limpa e vozes guturais, Ready For Salvation.

Digo a todos os que lerem esta mensagem para terem ideias fixas. Para lutar pelo que sabem correcto, para lutarem porque sim. Para lutarem pelo vosso lugar na sociedade, para lutarem pelos direitos que vos são devidos.

Vamos lutar porque nos apetece, vamos inventar um sentimento nosso que nos defina, vamos marchar pelas ruas e lutar. Vamos lutar contra a tirania, vamos lutar contra a bondade, vamos lutar contra os fortes e grandes, contra os fracos e pequenos.

Vamos limpar a nossa mente de diferença, todos são iguais quando lutamos. Que não haja discriminação, vamos levar em frente a nossa luta, vamos levar em frente quem se nos opõe.

Falo para todos os credos e ideologias, políticas e afins. Vamos lutar pelos nossos ideais, pelo que acreditamos. Não me interessa se és Nazi ou Anti-Nazi, Cristão ou Satânico, Preto ou Branco.

Vamos lutar, e honrar o nosso nome, mesmo que todos pensem que estamos errados. Porque de tudo o que existe neste mundo, o mais certo e inequivoco, é o sentimento de luta.

Todos lutamos por algo, todos lutaremos por algo. É algo que é definido pela nossa Natureza, e é algo que acalentamos na nossa alma, no nosso corpo, no nosso ser total.

Porque a luta está em nós, e se algo nos define, é o porquê de lutarmos ...

Vamos fazer da nossa vida uma luta ... até sabermos que a razão pela qual lutamos, fez sentido ...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Longe.

Completamente longe de mim. Completamente longe de ser o que fui. De ser o fraco que fui. De ser a merda que fui. De ser a desgraça que fui. De ser o pobre que fui. De ser o fraco de espirito, o fraco de coração, o fraco de mente ... que fui.

Neste momento, evoluí. Sinto-me melhor, maior. Sinto-me a arder de potencial. Sinto a minha própria presença no espaço que ocupo, e naqueles que me rodeiam. Sinto alma, sangue e carne juntas no máximo expoente da minha pessoa. Mas mesmo assim ...

Falta algo. Algo que preciso. Algo que me é de máxima importância, pois sem ele, não sou um Homem completo. Por muito bem que me sinta, há sempre aquela sensação no ar, que me rói e destrói por dentro.

Diria ódio, mas estaria errado. Sou um ser composto da mais pura raiva, que foi a razão da minha sobrevivência durante estes anos. Embora calmo como sempre, a minha alma está enegrecida por anos de má experiência neste ramo.

A razão é simples. Não sou um ser solitário. E neste momento, não podia estar mais só, na razão devida, é claro ... os meus amigos são o melhor que tenho na vida. Só no meio dos meus iguais, é que consigo atingir o verdadeiro grau de iluminação pura de mente. São e foram, no melhor termo, a minha salvação ...

Mas mesmo assim ... falta algo.

E não posso deixar de me sentir ...

vazio.

Pequena analogia.

A tirania é como o fogo, quanto mais lenha lhe deitamos mais ele cresce. Mas, se deixarmos de lhe deitar lenha, ele consome-se a si próprio, perde a forma e deixa de ser fogo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pensamentos ...

Mais afiado que uma lâmina, o Pensamento.

Mais forte que um Colosso, o Ódio.

Mais verdadeiro do que o nascer do Sol, a Emoção.

Na mais vera das verdades, não escrevo para agradar a ninguém. Escrevo, porque só conheço duas maneiras de me expressar devidamente. Fala ou escrita. Um sorriso não diz nada a ninguém, e pode significar falsidade. Um olhar é de uma insignificância terrivel. Só deste modo ao qual me dirijo a vocês (ou quiçá até a mim próprio), é que me consigo expressar correctamente.

Hoje, digo apenas uma coisa bastante simples. A Ignorância não pode ser usada como desculpa para os actos terriveis que se vêem todos os dias. As pessoas têm de tomar a sério o que fazem, e saber que no final, seja qual for a escolha que tomaram, terão de sentir as repercussões na pele.

Não se pode esperar pelo amanhã, ou sentir pena. Não se pode esperar por um Anjo da Guarda, ou pelo Salvador. Temos de recorrer a nós mesmos, para nos safarmos das coisas que fazemos. E se estas forem graves, de modo ao que em só nós recái culpa ... temos de saber levantar-nos, e arder lentamente nos fogos que atiçamos.

Porque no fim ... a culpa é apenas nossa.

Porquê ?

Nojo. Revolta. Incompreensão.
Como é possível uma pessoa ser tão maldosa ao ponto de fazer uma coisa destas a outra ? O quê, perguntam vocês ? Sinceramente não têm nada a ver com isso. Quero que vocês se fodam.
Não consigo perceber o que é que passa pela cabeça de uma pessoa para fazer uma coisa destas, às vezes até penso que não passa nada. O que essa pessoa merecia era... nem sei o que é que merecia, não tenho palavras para explicar. Mas a prisão é que não. Era demasiado bom. Talvez, se lhe fizessem o mesmo, essa pessoa se apercebesse do que fez, do que fez à outra. E aí sim, era castigo. Remoer-se com remorsos. E não ter possibilidade de suicídio, pois com suicídio escapava ao sentimento de culpa.
Enfim.

Quem me dera, ao menos uma vez...

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o suficiente
E fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas deram-nos espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo o que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Mas deram-nos espelhos
E vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.