Olho sempre para a frente, tento andar mais depressa
O meu objectivo é fugir, nada mais me interessa
Ando, corro, nunca páro de acelerar
Digo para mim mesmo, que nada me à de parar.
O objectivo é fútil, nulo, despropositado
Para onde vou, não preciso de ter uma razão ao meu lado
Para me apetecer correr, meter os pés à estrada
Pronto para desaparecer, uma ultima caminhada.
Seja meia-noite, seja meio-dia
Desaparecer era a única coisa que eu queria
Mas todos os dias sou lixado pelo minha sorte
Que me suspira ao ouvido, " Fugir ? Antes a morte ! ".
O Sol vai alto, é hora de correr
Estou-me bem fodendo para o amanhecer
Visto o casaco, fecho a porta com toda a minha força
Hoje, não há força alguma que me páre, que me torça.
Ouço vozes, confusão, um imenso alarido
Estão atrás de mim, tenho de me sentir fodido
As oportunidades são muitas, mas é dificil a vitória
Já tentei fugir antes, e tenho toda essa memória.
Mas hoje não quero saber, a situação é diferente
Venham eles ! Levo tudo à minha frente !
O Sol queima-me, a pele rasga-se no chão
Deixo para trás alma, lágrimas e coração.
A merda ficou para trás, hoje consegui
De todos os males e demónios, hoje fugi
Queriam segurar-me, dizer-me como pensar
Pensavam-me um boneco, algo para manipular.
Uma alma viva, um renegado
Alguém a quem todos, olham de lado.
Já não quero saber, consegui-me aguentar
A única coisa que precisei ...
Foi Ousar Tentar.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
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