Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Special place.



Oh my special place
Where nothing matters
There's no disgrace

Oh my special place
Where I feel no pain
Send me to space
And back again

Oh my special place
Where dreams come true
Such a crystal glaze

Oh my special place
Where I can see
The purple haze
That's within me.

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

Cegueira.

Onde estás? Porque foges de mim quando te quero? Porquê? Dá-me uma razão. Por mais simples e idiota que seja. Explica-me porque me iluminas e depois me deixas na penumbra. Porquê? Será que tomas prazer nisso? Será que gostas de me ver confuso e na escuridão total? Preciso de ti. Quero-te comigo. Sinto-me cego sem ti.

Que se foda. Estou farto. Sei que aparecerás nesse teu traje de seda e com o teu perfume inigualável um destes dias. Aquele que me relaxa e me faz sentir bem. O mesmo que me ajuda a enfrentar os meus problemas e torna a minha existência suportável. Quando decidires aparecer, cá estarei.

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Limpeza de primavera

Vamos lá limpar o pó do nosso adorado confessonário.

Hoje lembrei-me do nosso blog. Aquele que começou porque estavamos aborrecidos e passou a ser muito mais que uma simples página de internet. Dá-me pena ver que a último pedaço de nós foi escrito a 16 de Novembro de 2010. Quase 6 meses. Ainda me lembro quando queria, mais que tudo, ter 16 anos. E depois 18. E agora ? Agora estou com 21 e os últimos 6 meses passaram tão depressa quanto aqueles minutos de manhã antes de sairmos, atrasados.

Dizem que o ser humano adapta-se a um meio diferente em 6 meses. Ora, eu já aqui estou há mais de 6 meses e não me sinto nem um pouco adaptado. Também nunca me senti adaptado onde estava, mas aqui o sentimento é multiplicado por x. Sendo x diferente de 1. Na aldeia era diferente, aqui sou um bicho do mato. Não que o sentimento não me agrade, pois sempre tive a mania de ser diferente - que no fundo deixa de ser uma mania e passa a fazer parte de nós.

Agora eu pergunto, tal como os piercings e as tatuagens se tornam num vício, será que a mudança também ? Como a música diz: 'Só estou bem onde não estou e só quero ir para onde não vou'. Será que é mesmo assim ? O sentimento é esse, sem tirar nem por, mas é também o que nos faz sair da cama todos os dias. Bom, pelo menos a mim, é o que me faz sair da cama e enfiar-me naquele antro de ignorância onde as conversas não passam do trabalho, do tempo, dos vegetais e, obviamente, do que os outros fizeram, fazem ou irão fazer. É impressionante como pessoas tão diferentes umas das outras, pelo simples articular de palavras, tão idênticas se parecem.

Já tinha saudades de escrever o que estou a pensar e reflectir sobre o mesmo. É capaz de ficar algo confuso mas sai directo do meu sistema. E agora esse mesmo sistema bloqueou ou teve um overload porque não me ocorre nada. Capaz de ser a falta de nicotina. Portanto assim me despeço e vou fazer o que qualquer agarrado igual a mim faria.

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Calma

Louco e cego, perdi aquilo a que um dia chamei de sanidade.
E sabendo isto, com seria sobriedade
E sabendo isto, com tamanha serenidade
Dou comigo a teimar numa injusta veleidade
Que seria um dia voltar a mim.

Mas mesmo assim, qual enorme capricho
Querendo rogar aos Céus injustiças intermináveis
Dou comigo sereno, calmo e pálido,
Sabendo que tornei as chamas que sempre odiei
Em dores simples, até mesmo aceitáveis.

Qual animal manso, triste, empobrecido
Que me tornei eu ?
Onde um dia reinou a mais pura das forças,
O mais forte ódio, a cólera na carne vivida ...
Hoje, alma penada. Dor na pele sentida,
Que valor já não dá à coisa querida.

Gelo duro, fria alma
Todo o ódio, hoje é calma.
E a calma não me convém. Não me sustém.
A calma de nada serve a não ser a outrém.
Mas não a mim.

A mim não me leva, não me move
Não me faz sentir, não me comove.
Não me entristece, não me dá ganas ao gritar
Não dá rubor às minhas palavras,
Não dá sentido ás minhas mágoas.

Calmo, mas não vivo.
E se vivo calmo, vivo por viver
Se algo vejo, seja apenas por ver
E se me movo, é por apenas mover.
Não porque deva, mas apenas porque posso.

Que me dilacerem novamente as facas que sempre reneguei,
Oh, momento doce que tanto odiei.
Hoje fazem-me mais falta
Do que esta angustiosa calma.

Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Se soubesse, não tinha subido.

Se soubesse, não tinha subido,
Se pudesse, voltava atrás.
Na cama estendido, com o pensamento voraz.

Se soubesse, não tinha subido,
A avenida Humberto Delgado.
Às docas não tinha ido, na relva não me tinha sentado.

Se soubesse, não tinha subido,
Até às colinas do castelo.
Até à torre mais alta, até ao céu mais belo.

Se soubesse, não tinha descido,
Aquela escadaria na escudridão.
Tinha ficado cá em cima, com a guitarra e o garrafão.

Afinal, ainda bem que subi,
Muitas memórias guardei.
Viagens bem altas atravessei e a felicidade, por momentos, encontrei.