Tu,
Austera divindade, protector silencioso.
Com tuas palavras me matas, e com as mesmas me salvas.
Com teu chicote me vergas, com tua mão me ergues.
Tu,
Meu Demiurgo, do meu sangue criador.
Com teu olhar me fulminas, me prostras perante as chamas
Que é o Inferno de tentar atingir, e não conseguir.
Os teus objectivos ...
Tu,
Auto-proclamado Senhor, Ditador eleito pela Vida.
Que me amas, e que me odeias.
Que me vês em ti, e que te distancias do teu mesmo reflexo.
Que te envergonhas do barro onde me moldaste,
Tal desperdicio.
...
Pai,
Principio e fim, o mais puro alfa e omega,
Do imaginar e do tentar, do querer alcançar
Mas nunca atingir.
Que queres de mim ? Porque me empurras ?
Com todo o amor, me atiças com o mais quente ferro
Para o sucesso que me desejas.
Mas será assim que o consigo ?
quinta-feira, 22 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Conhecimentos transversais, a work in progress.
Vivências passadas, esquecidas na imensidão do presente. Toda a vastidão de um mundo desvanecida numa questão de dias. A súbita mudança que torna duas pessoas que se conheciam desde que aprenderam a falar, em completos desconhecidos. Parece incrível a facilidade com que uma dezena de meses apaga, de certo modo, memórias de uma dezena de anos. A mudança implica conhecer o novo e, quer queiramos quer não, esquecer o antigo. O tempo cria uma barreira, um muro, uma fronteira que delimita o que outrora fora um campo aberto. O tempo arruma, de uma forma burocrática, as memórias passadas no imenso arquivo que tem um letreiro por cima onde podemos reconhecer as letras, que ordenadas da forma correcta, formam a palavra Passado.
'A vida é tua, segue o teu caminho. Não te esqueças é de pagar portagens.'
in Conhecimentos transversais, a work in progress.
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