Já lá vai algum tempo desde a minha última "peça" neste condenado blog.
Fiz ontem os meus 18 anos, e com eles, não adquiri sabedoria alguma, nada de jeito. A idade não me fez nada, aliás, nunca mo fez, por isso não seria ao fazer 18 anos que melhoraria algo.
No entanto ... tenho direito ás minhas epifanias, se assim lhes posso chamar. Tenho direito a poder sentar-me no meu quarto, banhado apenas pela luz difusa das estrelas e da Lua, luz essa que entra suavemente pelas pequenas frestas da minha janela. Sinto a escuridão da noite a banhar-me, consigo senti-la na pele, é-me tangivel. Ouço alguns ruídos, tento não me desconcentrar ao ouvir os roncos mórbidos que me são transmitidos pelas finas paredes deste prédio, ou o leve ruído que provém da televisão, que ainda está ligada na sala.
Tento não me distrair ... e não o faço. Sou uno comigo mesmo, pelo menos uma vez neste dia, era necessário.
Sempre disse a muita gente " Há máscaras em todos nós, sempre houveram, sempre haverão. " Somos condicionados por tudo o que nos rodeia, sempre. E eu, por uma vez na vida, estou farto. Estou farto de não ser eu, de ter uma máscara, de ser apenas mais um. Nada muda para aqueles que vivem a sua vida indolentemente. Nada ... a não ser que estes olhem para trás, e vejam como querem viver no futuro.
Enfim ... voltando ao tópico. Hoje senti necessidade de coordenar corpo e mente num só, e pensar. Relaxar completamente, deixar tudo para trás. Nada interessa. E tomei várias conclusões com esta sessão de pensamento.
Vou deixar de procurar algo que muita gente procura, ou seja, o seu par perfeito. Tal coisa, simplesmente não existe. Vou-me relegar à minha existência solitária, ao meu manto de ser alguém incapaz de mudar ao ponto de se rebaixar a uma relação. Sozinho estou, sozinho estarei. Pelo menos assim assim, serei sempre eu.
Vou limpar o sorriso que tenho na cara, de vez, completamente. A vida é para ser tomada levemente ? Nada mais hilariante. A vida é para ser tomada com uma cara séria, e um olhar de águia atento, sempre à espera de algum acontecimento que possa mudar algo, e tomar novas consequências nas nossas vidas.
Vou deixar de ter piedade por todos, é agora apenas um privilégio de quem o merece. O resto recebe uma nota de cinismo pura, é a vida, é o que merecem.
Vou deixar de pensar na felicidade dos outros, ou até de me alegrar por eles. É um mundo cão, temos de ter consciência que com a felicidade de alguém, advém a infelicidade de outrém. Pensando assim, sempre é melhor a pessoa feliz ser eu do que o outro.
E um dos pensamentos mais importantes de todos : vou deixar de mostrar potêncial, vou rebaixar-me ao quociente intelectual da futilidade, e vou fingir viver uma vida estúpida. Assim sendo, terei o prazer completo de me poder insurgir um dia para "explodir" literalmente na cara de alguém, quando o ego destes estiver a colapsar.
Penso que me resumo a isto, sinceramente. Podem dizer o que quiserem, e sim, sou egoísta até dizer chega, sou, no melhor dos sentidos, um filho da puta impertinente, que já despreza quase tudo o que se mova. Mas sou humano, e não vos peço que me ouçam ou que me respeitem. Vivam a vossa vida, e façam-no bem. Simplesmente não me venham foder a minha.
Ponto final.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Paisagem
Eu sempre gostei da vida. Sempre achei que é um bom pedaço de tempo em que passamos certas e determinadas aventuras. Boas aventuras, e más aventuras... Sempre tentei sorrir e esquecer os problemas, mas existem alturas em que tal acção não é possível. Problema, como descrito na Wikipédia, é "uma dificuldade na obtenção de um determinado objectivo". Resumidamente, o meu objectivo neste momento é ser feliz, nada mais.
Mas e quando não se pode ser feliz? Lamentamo-nos e choramos os nossos erros. Refugiamo-nos em algo maior à procura de algo que nos diga "não foi culpa tua", pois o Ser Humano não admite nada. Contudo, e muito em quando, sabemos que a culpa não foi nossa, não criámos aquela situação. Quantas vezes não desejámos ter tomado outro caminho? Quantas vezes não desejámos não ter exposto o nosso orgulho? Quantas vezes não desejámos voltar ao Passado? É a mancha do Indivíduo, o Passado. As nossas acções, quer presentes, quer futuras, dependem das nossas acções do passado.
E agora presentemente, sinto-me na minha qualidade de pessoa. Pois quando se tem medo, tudo nos parece mais claro. A comida sabe-nos melhor, a água fica mais fresca do que nunca, e vemos quem são os nossos amigos. Aí, sentimos o arrependimento profundo e a adrenalina a fluir no nosso sangue. Não sabemos quem espreita, não sabemos quem espia. Não há volta a dar. O mal está feito e temos de enfrentar o nosso destino, quer seja esse a Dor, ou a Morte. Nunca achei que admitir o medo fosse uma vergonha, aliás, nunca achei que qualquer acto fosse alguma vergonha. Mas não há liberdade, não há respeito, não há paz e não há segurança.
"Mas como se é feliz?" é a pergunta que nos colocamos. A resposta é simples: somente sendo cego, surdo, mudo e paraplégico simultâneamente. Se formos surdos, não ouvimos o que não nos compete. Se formos cegos, não vemos o que não devemos. Se formos mudos, não falamos do que não é connosco. E se formos paraplégicos, não mexemos no que não nos pertence.
Mas eu sempre gostei da Vida, e aí, eu não minto.
A ouvir: When I Die - GG Allin
Mas e quando não se pode ser feliz? Lamentamo-nos e choramos os nossos erros. Refugiamo-nos em algo maior à procura de algo que nos diga "não foi culpa tua", pois o Ser Humano não admite nada. Contudo, e muito em quando, sabemos que a culpa não foi nossa, não criámos aquela situação. Quantas vezes não desejámos ter tomado outro caminho? Quantas vezes não desejámos não ter exposto o nosso orgulho? Quantas vezes não desejámos voltar ao Passado? É a mancha do Indivíduo, o Passado. As nossas acções, quer presentes, quer futuras, dependem das nossas acções do passado.
E agora presentemente, sinto-me na minha qualidade de pessoa. Pois quando se tem medo, tudo nos parece mais claro. A comida sabe-nos melhor, a água fica mais fresca do que nunca, e vemos quem são os nossos amigos. Aí, sentimos o arrependimento profundo e a adrenalina a fluir no nosso sangue. Não sabemos quem espreita, não sabemos quem espia. Não há volta a dar. O mal está feito e temos de enfrentar o nosso destino, quer seja esse a Dor, ou a Morte. Nunca achei que admitir o medo fosse uma vergonha, aliás, nunca achei que qualquer acto fosse alguma vergonha. Mas não há liberdade, não há respeito, não há paz e não há segurança.
"Mas como se é feliz?" é a pergunta que nos colocamos. A resposta é simples: somente sendo cego, surdo, mudo e paraplégico simultâneamente. Se formos surdos, não ouvimos o que não nos compete. Se formos cegos, não vemos o que não devemos. Se formos mudos, não falamos do que não é connosco. E se formos paraplégicos, não mexemos no que não nos pertence.
Mas eu sempre gostei da Vida, e aí, eu não minto.
A ouvir: When I Die - GG Allin
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