Não me sinto a escrever. Não tenho intenções de, nem sequer me sinto na necessidade de. Poderia debater qualquer tópico, mas de que vale, pergunto-me.
De que vale algo, mesmo? De que vale um bom emprego, uma fantástica vitória, uma desoladora derrota?
Não sinto o mundo mais leve, nem mais pesado, áspero ou macio. Continua igual, dia para dia, veneno para veneno. Falem-me de bom senso, ética, razão. Ideais vazios, digo eu.
Sabe tão bem o egoísmo, culto da própria felicidade. Admitam. Não o fazem, idiotas seriam se o fizessem.
"Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo", lá disse o outro, e morto este foi, pelo ódio, pelo amor.
Lamento se não me esforço o suficiente, não é fácil ser vazio neste mundo. Vazio de igualdade, vazio de identificação, vazio de apoio.
Talvez seja demasiado o esforço, talvez seja escusado mudar. Não é casa de alguém que queira arrumar sozinho, não eu.
"Fé", lá dizem os outros. Talvez seja o melhor, tomar um pouco de ópio e sonhar que sou parvo.
Amo-te, ignorância.
domingo, 30 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Anarquista Duval
Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade
Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
Sabes quem eu sou? perguntou ao candeeiro
És uma miragem E pertences ao livro dos sublinhados
provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei?
Eu suprimo-te em nome da Liberdade!
Sublinhados provocadores, iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto
Mão Morta - Anarquista Duval
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade
Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
Sabes quem eu sou? perguntou ao candeeiro
És uma miragem E pertences ao livro dos sublinhados
provocadores
Que são os poetas
Almas sonhadoras Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei?
Eu suprimo-te em nome da Liberdade!
Sublinhados provocadores, iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto
Mão Morta - Anarquista Duval
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