Não me sinto a escrever. Não tenho intenções de, nem sequer me sinto na necessidade de. Poderia debater qualquer tópico, mas de que vale, pergunto-me.
De que vale algo, mesmo? De que vale um bom emprego, uma fantástica vitória, uma desoladora derrota?
Não sinto o mundo mais leve, nem mais pesado, áspero ou macio. Continua igual, dia para dia, veneno para veneno. Falem-me de bom senso, ética, razão. Ideais vazios, digo eu.
Sabe tão bem o egoísmo, culto da própria felicidade. Admitam. Não o fazem, idiotas seriam se o fizessem.
"Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo", lá disse o outro, e morto este foi, pelo ódio, pelo amor.
Lamento se não me esforço o suficiente, não é fácil ser vazio neste mundo. Vazio de igualdade, vazio de identificação, vazio de apoio.
Talvez seja demasiado o esforço, talvez seja escusado mudar. Não é casa de alguém que queira arrumar sozinho, não eu.
"Fé", lá dizem os outros. Talvez seja o melhor, tomar um pouco de ópio e sonhar que sou parvo.
Amo-te, ignorância.
domingo, 30 de agosto de 2009
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