quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mundo passado mundo presente.

Mas o que aconteceu afinal em todos os países, com todos os homens, todos os dias ?
Quem, só de ouvir contar, sem o ter visto, acreditaria que um único homem tenha logrado esmagar cem mil cidades, privando-as da liberdade ?
Se tais casos acontecessem apenas em países remotos e outros no-los contassem, quem não diria que era tudo invenção ?
Ora o mais espantoso é sabermos que nem sequer é preciso combater esse tirano, não é preciso defendermo-nos dele.
Ele será destruído no dia em que o país se recuse a servi-lo.
Não é necessário tirar-lhe nada, basta que ninguém lhe dê coisa alguma.
Não é preciso que o país faça coisa alguma em favor de si próprio, basta que não faça nada contra si próprio.
São, pois, os povos que se deixam oprimir, que tudo fazem para serem esmagados, pois deixariam de o ser no dia em que deixassem de servir.
É o povo que se escraviza, que se decapita, que, podendo escolher entre ser livre e ser escravo, se decide pela falta de liberdade e prefere o jugo, é ele que aceita o seu mal, que o procura por todos os meios.

Que mais é preciso para possuir a liberdade do que simplesmente desejá-la ?

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