sexta-feira, 4 de abril de 2008

Longe.

Completamente longe de mim. Completamente longe de ser o que fui. De ser o fraco que fui. De ser a merda que fui. De ser a desgraça que fui. De ser o pobre que fui. De ser o fraco de espirito, o fraco de coração, o fraco de mente ... que fui.

Neste momento, evoluí. Sinto-me melhor, maior. Sinto-me a arder de potencial. Sinto a minha própria presença no espaço que ocupo, e naqueles que me rodeiam. Sinto alma, sangue e carne juntas no máximo expoente da minha pessoa. Mas mesmo assim ...

Falta algo. Algo que preciso. Algo que me é de máxima importância, pois sem ele, não sou um Homem completo. Por muito bem que me sinta, há sempre aquela sensação no ar, que me rói e destrói por dentro.

Diria ódio, mas estaria errado. Sou um ser composto da mais pura raiva, que foi a razão da minha sobrevivência durante estes anos. Embora calmo como sempre, a minha alma está enegrecida por anos de má experiência neste ramo.

A razão é simples. Não sou um ser solitário. E neste momento, não podia estar mais só, na razão devida, é claro ... os meus amigos são o melhor que tenho na vida. Só no meio dos meus iguais, é que consigo atingir o verdadeiro grau de iluminação pura de mente. São e foram, no melhor termo, a minha salvação ...

Mas mesmo assim ... falta algo.

E não posso deixar de me sentir ...

vazio.

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