Hoje acordo e deparo-me com uma revolta inabalável contra tudo o que conheço e desconheço. Simultâneamente, senti uma decepção decadente com a vida, reparei que todas as acções que cometemos coincidem num único destino: morte.
Mas então, o que fazer? Deixar-mo-nos ser pisados pelos ratos? Esperar que os outros nos ultrapassem e dormir debaixo da ponte? Lutar? A vida poderá ser o que se faz da vida, mas nada importa, pois todos estamos destinados ao mesmo fim. Podemos libertar o maior esforço que nunca seremos nada.
Num mundo de posers e maricas amestrados onde não existem revoluções para controlar o mal maior, nada importa. Enquanto se é cordeiro, não se pode combater os lobos, pois eles tiram-nos tudo. Comem-nos. Como dizia o Padre António Vieira, "Ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra".
Então de quem se tratam os lobos? Tratam-se de todos os indivíduos inteligentes que com muita corrupção e injustiça, chegaram ao topo, salvaram a sua pele e esqueceram tudo e todos, sendo a sua pessoa o único objecto digno de adoração e oferendas.
Hum.. injustiça. Que palavra tão peculiar. Deveria ser a primeira matéria ensinada enquanto os cordeiros são pequenos, "A vida é injusta". Pessoalmente, adoro a maneira de como o pequeno cordeiro está tão despreocupado com a vida, e nem sabe o que lhe espera. Não digo que não seja pessimista, mas aconselho todos a meditar profundamente acerca do ultimo momento feliz que tiveram, quão bom foi e há quanto tempo se passou.. Ou será que a felicidade não existe, sendo simplesmente um estado neutro de paz? A maioria dos indivíduos não repararam em como eram felizes enquanto isentos de preocupações.
E isento de preocupações eu não estou, pois tenho de me preocupar com o meu futuro que certamente será o mesmo de todos.
A ouvir: Mungo Jerry - Too Fast To live, Too Young To Die
quarta-feira, 9 de abril de 2008
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