segunda-feira, 31 de março de 2008

“O que é que o mundo pode esperar de ti?”

O que é que o mundo pode esperar de mim? Nada. Da minha geração? Nada. Estamos demasiados preocupados com o nosso umbigo para olhar para os problemas da sociedade e do mundo. E também, quem é que tem tempo para pensar com tantos programas de televisão para ver e tantos profiles de hi5 para espiar?

Pessoalmente acho que tudo o que eu possa fazer para ajudar de qualquer forma o mundo será em vão. O mundo está demasiado “poluído” pela ganância e pela exploração, que qualquer acto de ajuda seria ignorado.

Certa vez tentei reciclar para ajudar a melhorar o ambiente, achei a ideia divertida e que não custava nada separar o lixo… Até ao dia em que presenciei os camiões que recolhem o lixo reciclado dos ecopontos a deitarem o seu conteúdo para o aterro, misturando o lixo reciclado com o lixo comum. Essa foi uma das inúmeras vezes que fiquei bastante decepcionado com a nossa sociedade corrompida pela ganância e pelo poder.

Em pequeno plantei uma árvore com o meu avô, quando o abate de árvores estava muito em voga. Há pouco tempo, ainda estava a árvore na primavera da vida, o local onde a plantei foi devastado pelo fogo e agora não passa de um mar de cinzas.

Poderia estar o resto da noite a escrever e descrever exemplos de como tentei melhorar o mundo, muitas vezes inconscientemente, e não consegui. Mas acho que ainda há esperança. Quando o principal objectivo dos homens que “conduzem” o planeta for o de salvar o mundo e não encher os bolsos à pala de guerras e explorações, aí sim, posso dizer que há esperança.

Há muito tempo disseram-me que, para finalizar um texto, deve-se usar uma citação de alguém conhecido, para dar ênfase ao mesmo.

I feel for the humanitarian efforts going on around the world; but I can't help be overwhelmed with the feeling that our planet, great mother earth, must be saved before any other success achieved by the human race.

- Ian Anderson, 18 anos, estudante.

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