sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lobos

Quem somos nós hoje? Talvez não sejamos quem deveríamos ser. Antes, eu acreditava que era possível ser-se completamente livre (por livre, significo todas as acções entre o imaginário e o real). Tudo o que quisesse fazer, faria. Mas teria as minhas consequências, claro, daí o sentido de ser livre.

Contudo, evoluí e aprendi que não passava de uma infantil ilusão, pois já desde cedo que somos condicionados.

Eles, os Media. Eles, os nossos familiares. Eles, os nossos caros amigos. Esses todos, mais a percentagem de noventa por cento de outras entidades desconhecidas que nos julgam, apenas através dos 5 sentidos. É este o Homem: Um individuo inserido na sociedade que o devora.

Como ser livre, se já desde início nos indicam o que fazer e o que não fazer? Seja baseado na educação através da primitiva violência, das benditas palavras ou do firme castigo, eles condicionam-nos até ao ínfimo pormenor, apenas com o desejo de nos inserir na sociedade.

Se na sociedade não se fala mal dos outros, não falemos mal de outros então. Mas todos o fazem. Todos observam com desprezo quaisquer atitudes inovadoras, já para não proferir, o caos que não é quando não se trata desse género de atitude.

Portanto, temos duas vias: O clone marioneta, sempre com a mesma linha de pensamento, há muito rotulada por uma ideia estabelecida no senso comum; ou o ser divergente e solitário julgado pelos clones, contudo livre de opinião e alma.

Infeliz mas lúcido? Ou feliz mas iludido? Por qual optar? Muita vez desejei eu fazer parte dos ingénuos (quem nunca o fez?), esquecer os infortúnios deste mundo e viver feliz na bendita ignorância.

Mas como tal sorte não se sucedeu, é necessário combater o sistema. Porquê? Porque sabe bem renegar a todo o ópio que o povo compra. Sabe bem ter o conhecimento de que não somos totalmente iguais. Ainda não somos uma revelação milagrosa, todavia não somos gado. E isso já é um começo, já é algo para nos libertarmos deste mundo que nos vacina esta droga mental que é o estereótipo.

Mecanizar o homem e convertê-lo num cliché ambulante é o intento da cega multidão, mas muito mais será necessário para nos iludir a nós, os libertários.

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