sexta-feira, 29 de maio de 2009

Morte

Não acreditei quando entrei pela porta. Estático e imóvel permaneci ao observar.

Empalideci. Senti a cabeça a pesar. Comecei a tremer, a pulsação parou, a pulsação acelerou.

Tal como num sonho, tal como num pesadelo.

Toda aquela dança hipnótica, a queda, a beleza naquele momento.

Senti o suor percorrer a minha face. Falhei. A gota cai, Foi-se. Formou-se uma nódoa, Perdi-a.

Não sei o que aconteceu. Perdi-me, não sei onde estou.

Porquê?

Porquê?

Pára. Desaparece. Sai e deixa-me. Deixa-me descansar. É tarde. Foge como quiseres, não te quero ver. Odeio-te.

Não. Adoro-te. Mais do que devia, mais do que suporto, mais do que mereço. Sou humano, animal, ser-vivo, é natural, não?

Por favor, imploro-te o adeus. Mata-me mais um pouco.

Só mais uma última vez.

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