Dois lábios como as dunas arenosas de uma tarde de verão, olhos recônditos de passividade ou indiferença, tardia chama que iluminou o caminho, os cabelos de seda-marfim.
O fim não é, algo a temer, pois nada se perde, tudo se transforma. Mas fui eu o transformado. Doce derrota da amarga tristeza, colapso de memórias e fragmentos inocentes do passado.
Um deus pessoal, uma benesse divina. O meu eu, a minha vida. Tudo o que queria, e tudo o que tenho. Devotadamente, o caminho pedregoso percorrido sem medo e as dúvidas mortas do que é chama, ou apenas miragem.
Baboseiras, diria. Que se finde tudo, bem está a lua com o sol, e a vida com a morte, paixão com ódio. Já nem importa o "quê" na solidão, o "quem" na companhia. Preso, ser de obediência, escravo de aurora boreal, súbdito de emoção.
Erros, não mais que recordações de suaves traços ébrios de paixão. Perdição, onde estás, não há destino! Cheguei.
O que é isto? Paródias adolescentes de uma mente perdida, um carvão na fogueira, um corpo em descanso, finalmente.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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