E vou sucumbindo nestas trevas que me demarcam, qual ferro incandescente, palavras de saudade e ódio cristalino como cheiro a terra molhada de um dia fenomenal.
Desvaneço-me, caio e afogo-me em mágoas de paixão, outrora felizes, mágoas de prazer, mágoas de vício. Fins, e fins. Começos, e começos.
Fora a sina incerta, é-me reservada uma certeira solidão, e a privação de doces memórias que sobrevoam um breu mar de melancolia. QUE FODA.
Grito, tortura, auto-comiseração. Mais um escravo da paixão, servo de coração, fiel de desilusão, eu sou. Ludibriado pela própria vontade, vigarizado pelo mesmo sonho outra vez. Sonho que me fez voar, voar tão alto como Ícaro, descer tão raso quanto um trapezista atrapalhado que perdera a sua corda bamba.
Estas sentenças já nem fazem o mesmo sentido.. não começam, nem mesmo concluem qualquer linha racional. Insano, insano, insano.
Nem estou assim tão perturbado. Estarei?
Olhem para mim, aldrabado por um alter-ego, estado transcendente de submissão a promessas inconclusíveis.
E vou abraçando devaneios que me demarcam esta nostalgia, como um tolo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
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