Parece que não. Parece que não mereço já o suficiente pelo que passei. Hoje venho aqui ter pena de mim próprio, rotulem-me de emo, rotulem-me de maricas, rotulem-me de coitadinho, rotulem-me como a puta que o pariu. Eu não quero saber. Hoje em dia é mais seguro uma pessoa desabafar com o ecrã e com o teclado do que com as pessoas em si. Este é o meu fail-safe place. Aqui eu falo, perante a minha anonaminidade, como e quando bem me apetecer. Ninguém me diz o que fazer ou o que não fazer, ninguém me diz se tenho ou deixo de ter razão. Eu é que sei pelo que já passei. Eu é que sofro.
Mais uma vez volto a bater na mesma puta de tecla. As pessoas são merda, e eu sou o idiota que se deixa impressionar por isso. Eu sou o paspalho, deficiente, trissómico vinte e um que se deixa surpreender com coisas que já deveria ter aprendido. Confiança? Desde quando é que isso existe? Lealdade? Sim, mais uma utopia.
Talvez exista. Talvez seja eu que escolho mal com quem me dar. Agora apunhalarem-me por trás é que não. Quando é que um amigo faz isso? Quando caralho?
O pior de tudo, é que todos os dias da minha putice de vida me tento mentalizar que todos são merda, e todos merda sempre serão. Quero fazê-lo, quero ignorar a sociedade que me diz o que é ético e moral, quero desprezar todos e odiar todos. Mas não consigo, pois os meus genes impedem-me. Sou simpático por natureza, e isso faz com que perdoe os que não têm perdão, e que desculpe os que não têm salvação. Um dia gostaria de descobrir quão fodido consigo ficar antes de enfiar a cana do nariz até ao encefalo de alguém. Mas nunca o irei descobrir, seria algo contra as minhas leis. Talvez seja esse o problema, a puta da distinção entre o bem e o mal. Que se foda esta merda toda, prefiro morrer a dar-me com gente arrogante.
Só me resta esperançar uma coisa: que saia daqui e nunca mais tenha de me deparar com os idiotas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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5 comentários:
Saber jogar, aí está a resposta. Ser um jogador, é não ser um idiota. Perante o resto. Sabes sê-lo? Eu não. Nunca saberei. Posso dizer que não tenho "postura" para tal. Sangue demasiado quente. Ah, que erro tão grave ter consiciência! Tira-nos a felicidade dormente que o resto das pessoas têm. Mas... quem perde? Não queiras ser jogador. Se te tornares num deles serás muito inteligente.Sentir-te-ás auto-realizado. Mas só usufruirás do dom que tens agora para defender terceiros. Para quê perder isso quando já o tens agora?
(Pronto, eu calo-me. Ahah.)
...
Não, eu não quero ser um jogador. Já existem jogadores que cheguem neste mundo imundo, eu prefiro afastar-me e observar. Porém se não jogar, conseguirei ser feliz? Abstraindo-me dos meus sentimentos, para me tornar numa pessoa fria, apenas para não voltar a desfalecer? Quem sabe se vale a pena ou não? Eu tento não jogar, mas poderei dizer que sou viciado.
Mais uma vez, obrigado pelo teu interesse.
Não é necessário agradecimento. (Acho uma certa piada ao vosso cepticismo perante os meus comentários.)
Ainda bem que não és jogador.
Ah, não é cepticismo... simplesmente agradecemos por apreciares os nossos pensamentos... apenas isso... :)
Continuaremos à espera do ''Day that never comes.''
Os tiros que levamos são compensados por uma outra intensidade.
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