quinta-feira, 19 de março de 2009

A mera simplicidade

A sério. É simples. Estou no estado de espírito certo para divulgar informações que dependendo de quem as leia, possam ser depreendidas de várias maneiras. Ou concordam, ou discordam. Não que a mim, neste preciso momento, me interesse de todo. Acabei de vir do café. Café equivale a cerveja. Cerveja equivale a cigarro na mão. Cigarro na mão equivale a maço no bolso. E toda a gente sabe que cerveja + cigarro na mão é igual a um sorriso na cara (nem sempre, mas quase).

Depois de uma introdução tão longa e vistosa, quase que me esqueci do tema que ia abranger. Mas porra, também podia entrar aqui numa longa dissensão sobre algo aleatório, tal é o meu estado.

Aliás, alongando ainda um bocado a vossa espera pelo texto real. Podia fazer até um simpósio elegante, um Q&A, um debate. Mas não. Vou falar sobre algo que vos pode ser relevante ou irrelevante, um mero fluxo de uma sinapse cerebral electrizada momentaneamente.

Hoje, quero falar da realidade das coisas. Sim, leram bem. A realidade das coisas. E a realidade é um todo demasiado extenso, por si.

A realidade é uma pedra. Simples, redonda, lisa, cinzenta. Acabamos de a apanhar do chão, e olhamos directamente para ela. Sentimos o seu peso na nossa mão. O seu odor é-nos indistinto. A sua textura. Percebemos isto tudo sentindo-o. Mas esta é apenas uma realidade. A realidade do olho nú, a percepção fisica, mas nem de todo completamente realista. A pedra é o que nós percebemos da pedra. Mas será a nossa realidade, toda a realidade ?

Fragmentem a pedra. Partam-na. Abram-na, estilhacem-na, esmaguem-na. Quebrem a realidade que ostentavam orgulhosamente nas vossas mãos. E vamos ver que há mais realidade além daquela que se imaginava. A pedra pode ter fragmentos dentro dela, por exemplo, dum fóssil. Abre-se então uma nova realidade dentro daquela que pensavamos inteira. Dissequemos a pedra em atómos. Uma abrangência louca que se abre à nossa frente, instaurando na nossa mente a dúvida da certeza absoluta.

Mas a pedra, de qualquer maneira que a vejam, está sempre na vossa mão. E agora, podemos ter escolhas. Ou a vemos da maneira simplista, que nos diz tudo o que apenas nós queremos saber, ou a vemos de maneira profunda, e procuramos nela o sentido máximo até aos confins.

Sinceramente, tem tudo a ver com a simplicidade da nossa visão. Ser simples é bom. Mas ser demasiado simples, é ser ignorante.

Já não sei o porquê deste texto. Acho que estava a pensar numa cerveja. Num cigarro. Não interessa. O que interessa é que o escrevi.

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