Perdi-me, e nunca mais soube quem era. Embora esta casca, este disfarce de carne e sangue seja o mesmo de sempre, o que estava por dentro mudou. Contudo, não foi uma metamorfose benigna, não nasce uma borboleta deste casulo. Em si, o que mudou por dentro apodreceu, estagnou, e não por falta de pensamento, mas sim por excesso deste.
Sempre me disse a mim mesmo que pensar, nunca seria demais. Que imaginar, que fazer filmes na minha mente, seria sempre algo que me daria asas no futuro. O que tenho planeado hoje, é o que quero realizar amanhã. Mas no fim, do que valem os sonhos ? No final de contas, nada corre como planeado, e o sonhador é deitado por terra, com um estrondo que lhe esmaga a alma e lhe corrompe as lágrimas. E apartir daí, como é que se levanta ?
É uma pergunta que percorre a minha mente fluentemente. Como se recupera algo partido, como a mente frágil daquele que perdeu ? Daquele que falhou ? Daquele que sente que não se consegue levantar, devido a uma força maior que ele que o empurra para baixo, que faz dele o miserável que é ? Que força ajudará este ser ridiculo, que esperneia no chão, clamando por uma mão ?
Uma força interior chega. Um pensamento simples, primal, que nos percorre o sangue, que nos percorre a mente, que nos corrompe, mas nos dá força.
Isto, é uma mera ode ao ódio. A onda de pensamento invade, mas nunca chega a retaliar contra o seu dono, e sabem porquê ? Porque a culpa não é nossa. Quando o ódio invade, os culpados nunca somos nós. E isso, é liberdade. Culpar os outros pelo nosso fracasso, culpar os outros pela nossa dor, simplesmente culpar os outros ... é uma mentira.
Mas é uma mentira que fere muito menos que a realidade.
terça-feira, 31 de março de 2009
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