segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Se soubesse, não tinha subido.

Se soubesse, não tinha subido,
Se pudesse, voltava atrás.
Na cama estendido, com o pensamento voraz.

Se soubesse, não tinha subido,
A avenida Humberto Delgado.
Às docas não tinha ido, na relva não me tinha sentado.

Se soubesse, não tinha subido,
Até às colinas do castelo.
Até à torre mais alta, até ao céu mais belo.

Se soubesse, não tinha descido,
Aquela escadaria na escudridão.
Tinha ficado cá em cima, com a guitarra e o garrafão.

Afinal, ainda bem que subi,
Muitas memórias guardei.
Viagens bem altas atravessei e a felicidade, por momentos, encontrei.

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