Mais uma vez, terei de falar em vícios. Eu gosto de Marijuana e dos seus derivados, assim como também gosto de álcool. Mas neste momento, estou envolvido num vício muito maior. Este vício é puro. Não traz consequências físicas para o meu corpo, todavia o meu estado psicológico está deveras gasto.
É a droga das drogas. O seu preço é dispendioso, o seu prazer imbatível, e a sua ressaca, um suplício infindável e cruel.
Experimentei-a à dois anos. Foi uma sensação única, pois apesar de já ter experimentado outros compostos do mesmo género, senti-me muito bem desta vez. Bem demais.
Continuei agarrado, sempre sem pensar nas consequências, mas na altura nem me passaram pela cabeça, devido à minha idade.
E então acabou. Quis mais, mais e mais, contudo tinha certezas de que não poderia consumir novamente, e simultâneamente, ser auto-consumido. Desde então foram meses e meses de desespero, desejando intensamente para que me reabilitasse rapidamente. Consegui, venci o vício, mas sempre com um desejo de voltar a repetir.
A verdade é que me supus como seria se voltasse a desfalecer na tragédia, como tudo decorreria ao sentir aquela sensação novamente, crente de que poderia voltar a ressacar.
Mais uma vez, no dia 31 de Dezembro de 2008, passagem para 1 de Janeiro de 2009, foi mais uma dose que repeti. Fiz merda, merda da grande. E agora volto a ressacar por saber que não a poderei experimentar mais.
É horrível. Saber que algo nos faz mal, saber que nos importuna, e porém.. desejá-la à mesma, para sempre. É um vício, e é meu dever sustentá-lo. Mas questiono-me como poderei sustentar algo insustentável.
Sou um drogado e um junkie, sou um agarrado e um toxicodependente, sou um viciado e um fraco.
Espero que um dia me tome a salvação desta mulher que me droga.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
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