quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Querer e não conseguir.

Um sorriso. Um olhar. Um simples gesto de aparente insignificância. Pequenas coisas a que ninguém dá importância devido à sua banalidade. Para uns não significa nada. Para outros significa muito. Aquele sentimento outra vez. Estás outra vez com um nó na garganta e continuas a achar que agora não é uma boa altura. Nunca é. A insegurança apodera-se de ti. Já não consegues estar atento à conversa. Abres o maço e acendes um cigarro. Começas a pensar nas palavras que dirias, no que aconteceria se não conseguisses mostrar o que sentes. E como sempre, a tua linda mente em vez de ajudar, piora. Isso, continua a pensar no que poderia acontecer em vez de agires. Quanto mais pensas, mais mal te sentes. És uma merda e sabes disso. Quem é que não consegue mostrar o que sente ? Sinceramente, qual é a puta da dificuldade ? Sabes que se o fizeres vais-te sentir melhor e no entanto não o fazes. Porquê ? Desde pequeno que te habituaste a guardar tudo para ti e desde pequeno que te disseram que era pior. Sempre pensaste que sabias o que era melhor para ti e que não precisavas de conselhos. Bem que te fodeste. Agora tens que te aguentar. Sofre. Para aprenderes a não seres teimoso. Voltas a ti. Perguntas de que estão a falar e voltas à conversa. Mas não por muito tempo. Tentas mais uma vez ganhar coragem e pôr a insegurança de parte, mas voltas a pensar. Mais uma vez, não consegues prestar atenção à conversa. Sabes exactamente o que queres dizer mas não consegues. É como se nunca tivesses aprendido a falar. Vais para casa. No caminho a tua mente tortura-te. Sabes bem que o podias ter feito. Que se foda. É amanhã. Amanhã dizes tudo o que sentes. Claro que sim. Tantos foram os amanhãs que já perdeste a noção do tempo. Chegas a casa e só pensas numa coisa: cama. Estás de directa e precisas de dormir. Pena é que a tua mente não tem esses planos e ficas sem sono. Estás a dar em maluco. Precisas de parar de pensar e pegas num livro. Fumas um cigarro. Dois. Três. Olhas pela janela e já está a amanhecer. Sentes-te aborrecido e ligas a televisão. São três da tarde e atinges um nível de consciência mínimo. Dormes. Ao menos enquanto dormes não pensas em nada. Descansa bem que quando acordares vai voltar tudo ao mesmo, por isso aproveita.

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