terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Paura

Medo, qual sentimento cruel, e contudo, tão benevolente. A vida encontra-se no pavor que se encontra no interior de cada um. Neste momento, eu temo. Algo lá no interior, sei eu bem de que assunto menciona, assombra o pensamento e corrói a felicidade. Contudo não existe vida se não corroborar no atrevimento. Muitos conservam que uma vida longa e calma é algo bem saboreado, porém lamento mas não partilho de tal tese.

Frequentemente, quase esses todos chegaram a realizar de que a vida fora pobre em experiências enquanto aguardavam na estação da vida, cujo próximo destino é o de todos.. Sendo assim, consideremos se não será boa aposta viver um risco. Como saberemos se estamos realmente vívidos se não desfrutarmos da emoção do perigo? É o factor que salga a vida, a epinefrina, C9H13O3, que contém a instrução para uma vida cheia de fulgor e episódios invulgares.

Obviamente que como todas as drogas (claro, meus amigos leitores, que a adrenalina também é uma droga) quando utilizada num consumo excessivo se pode metamorfosear num descuido. Mas de vez em quando é sempre bom um pouco de caos. Algo que nos possa atormentar a alma e nos faça exclamar: "Muitos contratempos enfrentei enquanto o rio foi correndo, todavia conservei a dignidade, e o rio não secou em vão."

Portanto satisfaço-me. Contento-me com tais dilemas que fantasiam este rio que corre, pois só lhe proporcionam um fluir mais natural.

Aos que censuram todos os que carregam uma vida de extremismo, apenas agradeço a ingenuidade e a ignorância que os tolda, permitindo aos loucos uma vivência mais livre e real.

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