Iveco. Mafalda Veiga.
Leão, Salgueiro, Chuva, Sporting, Voa Comigo, Lloret, Escuteiros, Design. O castelo, o ex-posto militar, o corredor das quarenta, o Liceu, a casa do Marco, a Quinta do Dr. Beirão e o homem que consigo falava.
São todas expressões que nada significam, nada importam, nada alteram. Para todos os outros.
Para mim, significam tudo. A cada uma está atribuída uma memória, a essa memória, um sentimento. Torna-se bastante peculiar a forma como o ser humano atribui simbologias a pequenos artefactos inofensivos. Mais tarde tais artefactos reivindicam as memórias guardadas e tornam a atormentar a paz interior.
Oh, como anseio pelo raiar do astro que me irá levar este ultimo fôlego. Até lá, estas palavras que poderiam obter outro papel qualquer, serão sempre o mesmo para mim, um maldito castigo.
Não me posso recordar, anseio pelo seu regresso. Não me posso esquecer, em todo lado estão.
Mais, culpa não se pode atribuir a quem. Não há do culpado, não há repúdio. Pois é isso a paixão, um crime sem justiça.
Oferta milagrosa seria oferecerem-me imparcialidade, ficar neutro. Em leigas palavras, esquecer. Não é possível, já me acreditei que não. Nunca totalmente. Para si, serei sempre uma sombra que atormenta a sua alma.
Falta-me a coragem necessária para esquecer estas expressões e seus significados.
Tal ímpeto tarde chegará.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário