domingo, 1 de fevereiro de 2009

Porque o esforço é fútil quando o sentimento é vazio

Iveco. Mafalda Veiga.

Leão, Salgueiro, Chuva, Sporting, Voa Comigo, Lloret, Escuteiros, Design. O castelo, o ex-posto militar, o corredor das quarenta, o Liceu, a casa do Marco, a Quinta do Dr. Beirão e o homem que consigo falava.

São todas expressões que nada significam, nada importam, nada alteram. Para todos os outros.

Para mim, significam tudo. A cada uma está atribuída uma memória, a essa memória, um sentimento. Torna-se bastante peculiar a forma como o ser humano atribui simbologias a pequenos artefactos inofensivos. Mais tarde tais artefactos reivindicam as memórias guardadas e tornam a atormentar a paz interior.

Oh, como anseio pelo raiar do astro que me irá levar este ultimo fôlego. Até lá, estas palavras que poderiam obter outro papel qualquer, serão sempre o mesmo para mim, um maldito castigo.

Não me posso recordar, anseio pelo seu regresso. Não me posso esquecer, em todo lado estão.

Mais, culpa não se pode atribuir a quem. Não há do culpado, não há repúdio. Pois é isso a paixão, um crime sem justiça.

Oferta milagrosa seria oferecerem-me imparcialidade, ficar neutro. Em leigas palavras, esquecer. Não é possível, já me acreditei que não. Nunca totalmente. Para si, serei sempre uma sombra que atormenta a sua alma.

Falta-me a coragem necessária para esquecer estas expressões e seus significados.

Tal ímpeto tarde chegará.

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